Poeta?
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
sábado, 27 de dezembro de 2014
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Trigésima canção de dormir
Meus braços são asas
Com eles passo a voar
Por cima das casas.
Caio Bio Mello
25/12/2014
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Vertente
Gotas
geladas
voam
em prata como estrelas cadentes.
Os
pés segredam uma caminhada depressa.
O
homem rajado de cabelos metálicos é sério.
O
sonho e o mundo, distorcidos e empenados.
Não
há nada além do silêncio e dos faróis acesos.
As
costelas vibram arrítmicas,
arfando
as tristezas que não cabem no peito.
Ele
se depara com a Quimera
Com
olhos fortes e asas de morcego
De
garras gigantes e o torso negro
Que
grita, mata, geme e vocifera
Sabe
que nunca mais terá sossego
Ao
encarar a gigantesca fera
Rasgando
em seu peito enorme cratera
Tirando
a vida que tinha de apego
A
besta se sacia, multiplica
E
se divide em membros decepados
Que
crescem tal qual flor de escuridão
Secos,
seus olhos estão embaçados
Tristondosa
árvore que frutifica
Natimorto
seu primeiro varão
O
que fazer, então, em plena decadência?
A
clausnoitofobia expurgando os vagantes.
Desnorteiam-se
os pés. Caminhada dos dedos.
Olhos
de vidro desconhecem o novo milênio.
Estão
mortos. Reflexovisão paulatina.
O
mundo regride. A carne reprime. Aquilo regressa.
[O
feto permanece no líquido amniótico.
Ele
flutua, mas tem medo. Exaspera-se.
Ouve
a voz trêmula de sua genitora.
O
coração retumba logo acima de sua cabeça.
Ele
não respira. Ele não pensa.
Mas
pode abrir os olhos e vê a imensidão tenebrosa
do
Universo que ainda não lhe pertence.
Uma
pontada forte o oprime.]
Não
tem onde ir
Fica
ouvindo sons
Da
sua memória
Que
ecoam distantes
Pequenos meninos
Riem abafados
Gelado silêncio
A tampa se fecha
Ele sente falta
Não sabe fazer
Aborboletar
Seu nobre crisântemo
Raçonhento
desvindouro
ressecado
em seus cantos
Que
arrarrange
abnega
seus passos
Erbalass-Seu passo
Suas
mãos abertas
O que teme é a Solidão
Assim
tão simples e pútrida
Que
se pen
saria
ao di
zer
de seu pei
to
sem expl
icação
se
m
dó nem pi
edade.
(somos
todos calados em algum momento)
Porém,
apesar de tudo,
ainda
é preciso continuar.
O
abissalismo é efemeramente superado.
Permanecem,
mesmo que sob pressão,
ainda
as costelas em forma de caixa.
Talvez
não tenha carena. Talvez não tenha asas.
Mas
o relevante é que permanece.
Ab(sinto).
Absorto. Ab(surdo).
Vivo.
Caio
Bio Mello
22/12/2014
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Epitaph
Just let me die
As a cold whisper
Fading away from my lungs
Let my body silence
And my soul roar
Through this walls
Please
I want to be scattered
And slowly decay
All my ashes
Feeding trees and birds
Old imagens of my childhood
Populate my brain
As I reach the final oblivion
My inner red butterflies
Are now fluttering
Among the stars
I am now complete
The vast majority of things
I shall call home
Oh, just let me die!
Caio Bio Mello
18/12/2014
domingo, 7 de dezembro de 2014
A tristeza que me pertence
Estar
ali, na beira do deserto,
a
ponta aguda do ferrão da abelha
à
qual já me acostumei.
(saboreio-me
com seu veneno)
O
fogo que flameja
e
o corpo que já não mais se sustenta
sofre
por queimaduras mil.
A
pele se solta e a carne, pútrida,
lança-se
pelos auditórios do universo.
Os
dedos que perdi,
as
borboletas que permanecem em meu peito
reclusas
em seu claustro de costelas
como
se o futuro fosse um sopro.
Não
se lança, não se vende, nem se refaz.
Tento
me recompreender,
como
na eterna busca por um início.
Porém,
já estou cinza e doente.
Crescem
musgos em meus olhos,
as
vistas limitam-se e o garoto de noventa
arde
em chamas.
Pequenas
formigas carregam minhas sensações
por
dentro de minhas veias ressecadas.
Perdeu-se
a pueridade.
E
o corpo, sepulcro da alma,
envolve
um sofrimento sombrio como as nuvens carregadas.
Sua
descarga será elétrica: fatídica.
Simples
libertação do eu-lírico ao infinito da metafísica.
Caio
Bio Mello
07/12/2014
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